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‘Ele sabia que ia morrer’, afirma diretora sobre PM morto em Belém

A Diretora de Polícia Metropolitana da Polícia Civil (DPM), Ione Coelho, declarou em entrevista ao G1 nesta quarta-feira (13) que o policial militar reformado Ronielvis Souza Santos, morto na noite da última terça-feira (12),  sabia que corria risco de morrer. “O policial chegou a me procurar no início do ano passado, em algumas situações, e relatou que tinha muitos inimigos, que havia pessoas que queriam matá-lo e o quanto ele se sentia inseguro com isso. Eu cheguei a orientá-lo para que registrasse ocorrência e se afastasse pelo menos temporariamente da área. Depois disso, ele não entrou mais em contato. Ele sabia que, se nada fizesse, que ele iria morrer”, detalhou a diretora.

Ronielvis Souza Santos, de 36 anos, estava em um bar, na travessa Vileta, entre a avenida Pedro Miranda e a rua Antônio Everdosa, no bairro na Pedreira, em Belém, quando dois homens de moto se aproximaram, o carona desceu e disparou contra o cabo. O PM foi baleado na nuca e morreu no local.

Ronielvis Souza Santos tinha 36 anos e não estava mais exercendo atividades como policial. (Foto: Reprodução/TV Liberal)Ronielvis Souza Santos tinha 36 anos e não estava
mais exercendo atividades como policial. (Foto:
Reprodução/TV Liberal)

  A Divisão de Homícidios da Polícia Civil está investigando o caso, tendo à frente o delegados Lenoir Cunha e Cristina Esteves. A Diretoria de Polícia Metropolitana também está acompanhando as investigações do crime. Segundo a delegada Cristina Esteves, a polícia trabalha com a hipótese de vingança, por se tratar de um policial bastante atuante. “A investigação está apenas começando, mas nós estamos concentrando esforços para localizar os outros envolvidos e ir fundo nas motivações desse assassinato. Sabemos que as pessoas que o procuraram naquele local foram com a intenção de matar. Até agora conseguimos prender uma pessoa, que está sendo apresentada nesta quarta-feira (13) às autoridades policiais na Divisão de Homicídios”, explica Ione Cunha.

Este é o segundo caso registrado esta semana, em Belém, em que policiais são vítimas de homicídio. Na noite da última segunda-feira (11), o investigador da Divisão de Homicídios Lúcio dos Santos Barros, de 39 anos, foi baleado em frente de casa, no bairro do Umarizal. Ele chegou a ser socorrido, mas morreu no hospital.

Insegurança cotidiana
Segundo o cabo Edivaldo Xavier, da Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militar do Pará, os casos recentes de violência envolvendo policiais são reflexo da desestruturação da segurança pública no estado. “Só no início de 2013, 150 pessoas morreram na capital, e nisso se incluem civis, policiais na ativa ou reformados, sejam eles da polícia civil ou militar. Isso só mostra o quanto os cidadãos estão expostos à violência, e a incapacidade dos setores responsáveis pela segurança pública”, denunciou Xavier.